DERLEI PRESENTE NO CORAÇÃO DOS LUTADORES POR MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA

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Mensagens recebidas dos companheiros de luta por Memória, Verdade, Justiça:

  • Tomada por esta triste notícia, apenas consigo dizer: Derlei Guerreira ontem, hoje e sempre. – Denise Fon
  • Aos companheir@s da Rede MVJ, dizemos de nossa profunda dor pela falecimento de Derlei Catarina de Luca mulher brasileira de bravura na resistência democrática e nas jornadas da Justiça de Transição, como animadora e organizadora do Coletivo Catarinense e da Rede MVJ. Derlei:  presente!!! – Guto Piccinini e Raul Ellwanger, coordenadores do Coletivo Carlos de Ré da Verdade e Justiça do RS
  • Derlei foi e será um exemplo para todos que acreditam num mundo melhor e mais justo, com o respeito aos Direitos Humanos em primeiro lugar. – Rose Nogueira
  • Há alguns meses, tínhamos recebido a notícia, então falsa, do falecimento da nossa querida e admirada companheira de geração e de lutas, Derlei Catarina De Luca. Infelizmente, parece que desta vez a triste notícia se confirma. Derlei continuará presente e a encontraremos viva nas páginas do seu livro NO CORPO E NA ALMA, assim como estará viva na memória das lutas brasileiras pelos direitos humanos e por um Brasil mais justo e mais feliz, memória a que se dedicou tão especialmente nos seus últimos anos. Descansa em paz, querida Derlei. Que o abraço do amor eterno te acolha como esperavas. – Suzana Guerra Albornoz  
  • Derlei Catarina de Luca, presente agora e sempre. Que falta que você faz e vai fazer. Que seu exemplo ilumine os caminhos das gerações que estão chegando neste país tão conturbado… –  Amelinha Teles
  • Tristeza! Derlei e eu, muito jovens ainda, militamos na Ação Popular. Nunca me esquecerei das nossas animadas conversas, dos nossos sonhos, de como ela me apoiou nos duros tempos de clandestinidade em Salvador. Sofreu, minha amiga Derlei, horrores na cadeia e fora dela. Era um tempo áspero e sombrio, mas soubemos manter hasteadas as nossas bandeiras. Encontrei-a pela última vez em 2011, quando esteve presente no lançamento, em Florianópolis, do meu livro “Memória de Neblina”. Vai-se uma lutadora pelas causas mais nobres, as causas da democracia, da justiça social, do socialismo. – Luiz Manfredini 
  • Ah, querida! A grande amiga e companheira Derlei Catarina De Luca fez a Grande Viagem e já se encontra nos Verdes e Floridos Campos de Valhalla onde confraterniza com outros guerreiros seus pares.  Muito obrigada, querida! – Eli Eliete 
  • Obrigado Derlei, pela amizade e companheirismo. Sua vivacidade, perseverança e determinação serão sempre lembradas. Derlei Catarina de Luca; presente agora e sempre. – Aluizio Ferreira Palmar
  • Obrigado por tudo Derlei Catarina De Luca. Fica seu grande exemplo.Paulo Abrão
  • Querida amiga Derlei, nossa guerreira, nosso exemplo e nossa força na luta dos familiares de Desaparecidos Políticos. Deixo meu agradecimento e meu carinho a ela.- Sônia Maria Haas
  • Ela tinha avisado que a doença era muito agressiva. Foi rápido. Meus sentimentos aos familiares. Derlei deixa uma marca profunda em todos nós, seus companheiros de luta e de caminhada. Tristeza profunda. – Antônia Mara Vieira Loguercio
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Derlei Catarina De Luca permanece na alma de todos os que com ela conviveram

Memória Derlei

Derlei Catarina De Luca (17/09/46 – 18/11/2017)

Prefeito de Içara:

 – Içara e o Brasil perderam esta noite uma guerreira incansável na luta pela democracia. Derlei Catarina de Luca, mulher de fibra, forte, corajosa, enfrentou diversas batalhas: a militância, a prisão, o exílio, as saudades de casa, da família e do filho, mas resistiu. Com marcas no corpo e na alma, seguiu lutando bravamente, nos anos pós ditadura, por memória, verdade e justiça. Gratidão por ter tido a oportunidade de conhece-la. Meus sentimentos aos familiares. Nosso município está em luto oficial. Derlei, presente! Murialdo Canto Gastaldon

 Os familiares:

A Vida é como uma viajem de trem com embarques e desembarques, com encontros e despedidas… E de vagão em vagão acabamos conhecendo pessoas importantes que passam a fazer parte da nossa vida… Mas nem sempre podemos ir até o fim com as mesmas pessoas, pois elas descem em estações diferentes para seguir seu destino… Mas nunca esquecerei daquelas que sentaram ao meu lado mesmo por alguns instantes. Meus sentimentos a meus tios e primos e toda a família De Luca pela perda dessa pessoa tão querida por todos. Descanse em paz Derlei Catarina De LucaDodi Dodi
 – Ela nos manteve unidos e continuaremos a permanecer assim, mesmo que a distância seja um obstáculo. Que ela tenha uma recepção no plano espiritual que conforte a ela e a todos parentes.De Luca Filho Bolão
 – Sempre terei boas lembranças de Ti Grande Prima! Você foi a heroína de todos nós De Luca! Sei que onde vais ê bonito para Ti, porque viveste nessa vida as tuas conquistas e tuas dificuldades já é as dificuldades para grande caminhada à onde vais!Ivanor De Luca Rocha
 – Com muita tristeza, anuncio o falecimento da minha querida prima Derlei Catarina De Luca. Guerreira, corajosa, e idealista, a Derlei sempre foi para mim um exemplo de luta e de bravura, e uma inspiração. A Derlei me inspirou a respeitar a democracia, a solidariedade, e a história, e principalmente, a história da nossa família. São as nossas raízes, ela me dizia. Uma história que se fez mais bela e rica pela presença dela. Que Deus a ilumine e ampare, e console e ampare o seu filho, netos, e toda a nossa família. Descanse em paz, minha querida prima.Angela Milanese
 Um salve a esta mulher de tantas lutas que nos deixa hoje, calando uma voz que ecoou do sul catarinense…nos seus alunos, amigos e em nossa grande árvore familiar De Luca que pode\deve sentir orgulho desta flor Derlei Catarina. Exemplo de cidadã, corajosa, mestra, escritora, guerreira, perseguida, presa, torturada, exilada num tempo negro passado e que tristemente se assemelha ao que se descortina hoje em nosso horizonte…Uma das mulheres fortes de seu tempo. Sempre incansável na defesa dos direitos fundamentais da própria classe, das lutas feministas e da defesa dos direitos de todos os excluídos, marcando assim seu nome na história das conquistas democráticas brasileiras. “Só estudando a história de meus antepassados compreendi como foi possível vencer a tortura, viver em terra estrangeira, suportar a dor física e emocional e continuar acreditando no Bem na Ética e no Próximo”– palavras da Derlei no livro\homenagem a Paolo e seus jasmins, como carinhosamente chamava a todos descendentes dele…ela mesma um dos mais cheios de graça e perfume…nem há de ser à toa que alguns de nós insistentemente cultivemos jasmins em nossos jardins…aprendemos com ela a preservar memórias aromáticas. Grata Derlei pela beleza de pagina escrita por ti em nossas vidas. – Lou Kaizen
 – A Derlei sempre foi PRESENTE em nossas vidas, a prima do meu pai, cheia de histórias. O que sempre me chamou atenção foi como ela era uma guerreira, mas apesar de tudo era sempre doce e carinhosa. Se interessava por todas as histórias que lhe eram compartilhadas. Conversar com ela era uma aula de história, de geografia e se muita garra! Sempre feliz, alto astral. Enchia o ambiente por onde passava de conhecimento e de muita alegria. Assim vamos sempre lembrar de vc. Também sempre vou lembrar de como vc dizia que eu fui a criança com a personalidade mais forte que conheceu, ainda criança eu sentia orgulho de ouvir isso de uma mulher com tanta personalidade e coragem! – Natalia Stano De Luca
 “Os jasmins do jardim do Paolo”. Graças a este livro-pesquisa sobre a saga da família De Luca eu conheci pessoalmente a nossa querida Derlei. Ano 2000. Também estava sendo preparado o encontro da família De Luca. E foi amor e simpatia à primeira vista. Acabei participando da organização da festa e passando semanas na casa dela. Acho que fui a primeira pessoa a ler a história dela transformada em livro: “No Corpo e na Alma”. Era muito mais que uma prima e amiga… era uma irmã… às vezes mãe… às vezes filha.
Te voglio bene Derlei Catarina De Luca. Descanse em paz –
Zeia Milanese
 Sábado morreu Derlei Catarina De Luca , prima de minha mãe, professora do colégio São Bento ( Criciúma) e escritora, dona da cadeira número 1 da academia criciumense de letras, uma verdadeira guerreira que lutou contra a ditadura foi exilada e torturada, defensora dos direitos humanos … Uma mulher que inspirou muitos, entre eles, eu que escutava desde criança minha mãe falar dela, onde até minha mãe que tbm foi investigada pelo Dops , tirando passaporte podendo possivelmente ir pra Cuba como a Derlei… Deixa o exemplo de cidadã… Obrigado Derlei… – Rodrigo De Luca Naspolini 

Os ex-alunos:

Minha querida professora de História Derlei Catarina De Luca foi uma guerreira até o último dia de sua vida. – José Paulo Serafim
– Obrigada Derlei Catarina De Luca, aprendi muito contigo! Teu nome e teu legado ficam, pois és imortal! Tanto fizeste que serás lembrada por ainda algumas gerações! Foi uma honra ter sido tua aluna !!!! Só gratidão! – Elaine Vilaça
 – Notícia triste nesta noite! Que final de semana de notícias, hein! 
Derlei foi professora de muuuuuitos, mas muitos de nós. Tinha um domínio, sobre história, como ninguém. Hipnotizava os alunos com suas aulas. Quando cabia, contava suas histórias da época da Ditadura. O fato de tanto saber, muitos fatos e perguntas de seus alunos tornavam-se engraçados, pois perdiam-se no tempo… (contava que perguntaram se ela tinha participado da Revolução Francesa! Pasmem!)
Contribuiu, com grande importância, para nossa história local, e também Brasileira…
E quem diria, nos últimos anos encontrou-se com um de seus torturadores da época da Ditadura!!
Aqui fica meu muito obrigada pela oportunidade de conviver com tamanha inteligência!! Descanse, professora!
– Amanda Longo Pizzolatti
 – Em novembro de 2009, tentaram derrubar o Monumento dos Desaparecidos Políticos de Santa Catarina, erguido na Praça da Resistência Democrática no Bairro Santa Luzia, em Criciúma. Isso para instalarem um posto da Polícia Militar. Um ato antagônico! Não deixamos e naquela ocasião a chamei para nos ajudar. O resultado? O monumento está lá até os dias de hoje. Uma frase que ela me disse durante uma entrevista para o Jornal Santa Luzia foi. “É preciso lembrar, lembrar, lembrar para que não volte a acontecer”, se referido a volta da Ditadura Militar! Descanse em Paz minha eterna professora e guerreira Derlei Catarina De Luca! Claudeir Policarpi
 – Foi uma grande batalhadora. Professora de História que nos encantava em suas aulas. Muitos de seus conselhos sigo até hoje. Uma frase inesquecível dela: “galera, tem que arriscar. Quem arrisca tem duas chances, uma de acertar e outra de errar. Quem não arrisca, não tem chance nenhuma.” Vá em paz querida Derlei Catarina De Luca Juliana Becker Silveira
 – Sabe aquele professor que marca a sua vida? Derlei Catarina De Luca foi e sempre será uma grande inspiração.Karol Becker Lutz Armstrong
E termino a noite com essa triste notícia. Derlei Catarina De Luca, sempre tão lutadora, professora que abria os braços para os movimentos de juventude na luta por memória, verdade e justiça. Será sempre um exemplo para a todos e todas que seguem lutando. Fique em paz. Derlei Catarina De Luca: presente, presente, presente! – Olga Luísa
É com muita tristeza que digo adeus, no meu coração, à professora mais marcante, e uma dmais amadas que já tive. Sua influência em minha vida é, como ela costumava dizer: óbvia, clara e evidente. Noções que ficaram para sempre. Noções que faltam no mundo de hoje. Que sorte ter te conhecido. 
Descanse em paz, minha querida. –
Rodrigo Holthausen Kurtz
Tive a honra de ter sido sua aluna. Vá em paz Derlei Catarina De Luca. Pessoa de inteligência e sabedoria ímpar! – Andréia Sharon Salomão
Professora sentirei muitas saudades sempre. Exemplo de mulher e profissional que tive o privilégio de ter sido aluna. – Omari Fabiana Ali
Símbolo de luta, resistência e humildade. Professora Derlei Catarina De Luca presente! – Maicon Telles Szczygel
–  Adeus, querida professora Derlei Catarina De Luca que a tua luta em vida seja exemplo num mundo que cada vez mais precisa dele. – Rodrigo Naspolini
Derlei Catarina De Luca fazia com que a gente seguisse em frente e acreditasse na justiça e neste país. Ou como disse o Reinaldo L. Lohn, ela fez a vida valer a pena. Uma mulher que lutou contra este período odioso da ditadura militar brasileira, que ainda teima em permanecer quando assistimos a nossa constituição sendo aniquilada dia a dia. Gente da linhagem nobre da Derlei, tinha o seguinte lema: “para que se conheça, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça.” E é com o coração partido que dizemos: Derlei Catarina de Luca: PRESENTE!!!! – Karen Christine 
– Quando entrei na sua aula pela primeira vez, entendi porque tanta gente falava tanto dessa mulher. Inteligente, guerreira, amorosa. Suas palavras me ensinaram tanto! Não era apenas que estava tendo aula com a própria história viva na minha frente, mas que além da história era literatura, geografia, lições de vida…com certeza uma das professoras mais marcantes da minha época de colégio. Que o Brasil sempre se lembre de pessoas como a professora Derlei Catarina De Luca, que lutaram pela #democracia para todos! QEPD minha professora querida. – Daya Estevam
 Desolada pela perda da inspiradora professora Derlei Catarina De Luca. Tenho um lastro de conforto porque, em 2014, no XV Encontro Estadual de História da ANPUH-SC, pude estar com ela e dizer o quanto suas aulas foram motivadoras e importantes para a minha escolha profissional. Muita gratidão, lembranças e meu eterno carinho. – Samira Moretto
 Bastante chateado com a notícia do falecimento de Derlei Catarina De Luca. Foi minha professora de história. Das melhores que tive. Pessoa iluminada. Não concordávamos em muitas coisas. Às vezes era do contra só pra provocar e ouvir seus relatos. Lembro de uma vez, um sábado em que discutimos a tarde inteira. Eu, ela e seu filho. Naquele dia entendi que ela não era professora de História, mas uma parte da história deste País, que agora tentam apagar. Não comungava das mesmas ideias e continuo não comungando. O que não muda nada o respeito e admiração por sua trajetória. – Ismail Ahmad Ismail
– Obrigada Derlei Catarina De Luca, por ter sido a minha (e de tantos outros alunos) melhor professora – da escola e da vida. Nós, seus eternos alunos, somos privilegiados por termos aprendido História contigo. Uma sobrevivente da cruel tortura da ditadura, mas que com seu coração bondoso, sempre batalhou pela justiça e pela verdade. Levarei comigo seu exemplo, sua garra e sua coragem. – Milena Steckert Vitto 
– Uma das melhores professoras que já tive, foi uma honra ter sido sua aluna, Derlei Catarina De Luca. Grande mulher, grande mestre! Siga o seu caminho em paz! –  Melisa Claudino da Cunha 
– Batalhadora, lutadora… Exemplo para muitos…excelente Professora…. Nunca vou esquecer da frase que me falou ” Estude História como se estivesse lendo um romance.. Você vai ver com outros olhos e aprender a gostar”.  Obrigada, grande Mestre que o céu lhe receba em festa… –  Ana Paula Medeiros Floriano
Derlei Catarina De Luca, por Derlei Catarina de Luca …”apanhava também pq achavam que eu (Mulher) devia estar dentro de casa” …”meu torturador disse que o exército brasileiro é que tinha q pedir desculpas, pq ele estava cumprindo ordens e ficou por isso” …Até hoje o exército brasileiro ainda não reconheceu seus erros na ditadura! “Como vivemos numa democracia, eles podem pedir ditadura militar. Na época de ditadura militar vc não pode ir p rua pedir democracia …e fazem isso por ignorância, pq realmente não conhecem história, não sabem o q é uma ditadura.” Derlei presente! Seu legado ninguém apagará! Sua presença estará viva sempre que encontrarmos alguém gritando por justiça … liberdade … democracia!!! – Graca Pavei 
– Uma grande guerreira. …uma excelente professora. …uma grande mãe e mulher, que sofreu no corpo e na alma as atrocidades da ditadura militar. Foi com muita fibra e coragem que de forma incansável defendeu a democracia. Derlei Catarina De Luca, presente, hoje e sempre. – Edna Benedet
Vá em Paz minha amiga Professora Derlei. Obrigado por toda tua luta em prol da Democracia. – Leonardo Vegini
Professora Derlei Catarina De Luca: Acreditou em seus sonhos durante toda a vida. Excelente Professora de História, muito coerente e responsável… Descanse em PAZ amiga. Fique com DEUS e os Anjos que te protegeram e nos quais sempre acreditastes… – Gervásio Oecksler 

Os colegas de trabalho:

Tive o privilégio de trabalhar com essa grande mulher, que sempre contagiava o ambiente com sua alegria e determinação. Descanse em paz Derlei, que o papai do céu te receba com os braços abertos.Karolyne Ferreira 
 –  Chorei ao ler seu livro e chorei no início deste ano ao saber da doença que ela enfrentava. Não acreditei que após sobreviver a cruel ditadura, poderia ser vencida pelo também cruel câncer. Mandei esse recado, e durante todo o ano acompanhei mais essa luta, que ontem infelizmente chegou ao fim para minha querida amiga, paciente, professora e colega de trabalho, Derlei Catarina De Luca. Choro novamente, pois perdemos uma pessoa rara, de muita luz. Sempre serei tua fã, minha querida. Descanse em paz. – Mirian G. Balod
 – Obrigado Derlei Catarina De Luca, por todos os ensinamentos, primeiro como a melhor professora de história que já tive e depois como colega de trabalho no Colégio São Bento. Que Deus a receba em seus braços para o teu merecido descanso. E que a família receba o conforto divino, nessa hora difícil. – ‎Virginia Maciel Rodrigo Reis‎ 
Derlei sempre foi uma pessoa muito especial e marcante na minha vida. As aulas de história com ela tomavam outra dimensão para mim. Me identificava com seu jeito combativo e apaixonado de ensinar. Anos depois a grata surpresa de trabalharmos juntas na ALESC. As afinidades ficaram ainda mais evidentes. Formávamos uma dupla e tanto! Trabalhávamos com muita seriedade juntas, mas também dávamos muitas gargalhadas. Os longos papos noite a dentro no apartamento dela em Floripa afastava de nós duas a saudade de nossas famílias. Lá tive as melhores e maiores lições sobre a força e a capacidade de luta de uma mulher! Tinha orgulho de ouvi-la me chamar de “minha amiga”! Pq para mim, ela sempre foi e será bem mais que isso. Derlei para mim é exemplo, lição, aprendizado, inspiração! Quando recebi a notícia de sua morte na manhã de domingo foi um choque! Havíamos conversado há bem pouco tempo. Mas até nesse momento Derlei Catarina De Luca se fez especial na minha vida. Recebi a notícia enquanto estava num acampamento do MST, ao lado da minha irmã Fernanda Claudio e de tantas companheiras do movimento aprendendo e ensinando sobre o sagrado feminino! Estar ao lado dessas companheiras ao saber da morte de Derlei me dá ainda mais forças para transformar a egoísta dor da perda em atitude e convicção de que, assim como ela, eu estou lutando no lado certo da história! Derlei Catarina De Luca PRESENTE! – Juliana Claudio 
– Também tive a mesma honra de aprender muito com ela na Alesc. Ainda me lembro dela me chamando, com aquele tom de voz forte, mas sempre para dar bons conselhos! #DerleiPresente #Luto #SaudadesLuiz Henrique Fogaça
Os amigos e companheiros:
 – É com pesar que comunico o falecimento da amiga, companheira e brasileira acima de tudo, Derlei Catarina De Luca, mulher de fibra, garra e competência. Tive o prazer de trabalhar com ela na Apae de Içara. Içara está de luto. Santa Catarina está de luto. O Brasil está de luto. Lutou até o fim pela vida, mas não venceu contra complicações respiratória. Vá em paz amiga. Sentimentos a família de LucaAlison de Lacerda
 – Recebo com muita tristeza a notícia do falecimento da professora, Historiadora e escritora Derlei Catarina De Luca. Grande mulher, de uma história de vida linda, guerreira incansável pela Democracia! Fica sua história, experiência e sempre ótima conversa! Vai em paz Derlei!Max Mello
 – Uma pessoa extraordinária. Perdemos uma grande referência na luta por direitos humanos.Manoel Moraes
 – Ela tinha avisado que a doença era muito agressiva. Foi rápido. Meus sentimentos aos familiares. Derlei deixa uma marca profunda em todos nós, seus companheiros de luta e de caminhada. Tristeza profunda. – Antônia Mara Vieira Loguercio
 –  Derlei é um exemplo que fica de uma vida a serviço da liberdade e da democracia.Cibeli Reynaud
 – Querida amiga Derlei, nossa guerreira, nosso exemplo e nossa força na luta dos familiares de Desaparecidos Políticos. Deixo meu agradecimento e meu carinho a ela.- Sônia Maria Haas
 – Lutadora Derlei Catarina De Luca. Sentiremos sua falta!Cristina Scheibe Wolf
– Meus sentimentos. Derlei Catarina De Luca lutou muito – e nos ensinou muito. Presente!William Wollinger Brenuvida
 – Obrigado por tudo Derlei Catarina De Luca. Fica seu grande exemplo.Paulo Abrão
Que mulher! Que perda! Conheci a Derlei Catarina De Luca na Comissão Estadual da Verdade. Foi uma honra. Com ela, não havia meias palavras. Era sempre direta ao ponto, o que a tornava ainda mais brilhante. Que descanse em paz e que os seus ensinamentos e sua incansável luta se perpetuem para a garantia da democracia, sempre!Maiara Gonçalves
– Que tristeza…Tantas verdades perdendo suas vozes, tanta história perdendo narradores… e eu aqui, lembrando de algumas conversas maravilhosas que tive com essa guerreira, lembrando de algumas angústias dela e de tantos de nós, sentindo saudade do Losada e de tanta gente que já nos deixou, sentindo medo da saudade que vou sentir dos próximos que irão nos deixar. Medo de nada ter mudado. É grande a nossa responsabilidade com essa geração. É imensurável. Siga em paz, Derlei Catarina De Luca. – Christine Rondon
– Acabo de receber a triste notícia do falecimento de Derlei Catarina De Luca, que tive a honra de conhecer e entrevistar durante minha pesquisa de mestrado, além de ler seu emocionante relato “No corpo e na alma” sobre as violências que sofreu nos anos de chumbo. Derlei é um dos símbolos da resistência à ditadura militar e dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos e à luta por memória, verdade e justiça. Sua memória e seu legado ficarão para sempre na História das Lutas do povo brasileiro! Derlei, presente! – Rodrigo Sartoti
Derlei Catarina De Luca, alimentou seu ideal libertário a cada minuto de sua vida adulta. Foi presa e duramente torturada nos sombrios cárceres do golpe militar de 64. Nada a demoveu de suas ideias e ideais socialistas, convictamente. Teve o caráter dos mais retos e probos que já conheci. Todos os que a conheceram certamente estão com o coração apertado nesse triste transe. Hasta Siempre, Derlei! – Agilmar Machado
– Faleceu hoje nossa companheira Derlei Catarina De Luca. Brizolista, foi duramente torturada e violada, num tempo que amar o Brasil e ter opinião era crime. Derlei de Luca, no enterro do Arno Preis, após encontrarem seus restos mortais ocultados pela Ditadura, isso em 95, escreveu uma linda carta contando a ele que Mandela tinha se tornado Presidente e Brizola Governador. Tomei conhecimento quando li o dossiê da comissão da Verdade e fui procurá-la, sua história em especial me chamou a atenção. Derlei hoje encontra seu amigo que morreu novo, torturado e violado nas mãos da Ditadura e deixa a vida num Brasil tão similar aos tempos de chumbo, que não terá mais boas notícias para ele. Vá em paz companheira! – Jonatan Fogaça
Obrigado Derlei, pela amizade e companheirismo. Sua vivacidade, perseverança e determinação serão sempre lembradas.
Derlei Catarina de Luca; presente agora e sempre. –
Aluizio Ferreira Palmar
– Vá Derlei, descansar dessa vida intensa e linda. Obrigado por tudo que fez por este Brasil. Mulheraça enfrentou com bravura seus desafios. Nos leve no seu coração. – Ana Maria Muller
– Ah, querida! A grande amiga e companheira Derlei Catarina De Luca fez a Grande Viagem e já se encontra nos Verdes e Floridos Campos de Valhalla onde confraterniza com outros guerreiros seus pares.  Muito obrigada, querida! – Eli Eliete 
–  Hasta siempre compañera, amiga ,luchadora ,rebelde incansable .ejemplo de mujer, madre y compañera . – Mirna Olmos Videla
–  Saudades eternas, a essa amiga de tantos anos, teu sorriso ficará para sempre em meu coração, amiga de todas as horas! – Magali Zilli
– Tristeza! Derlei e eu, muito jovens ainda, militamos na Ação Popular. Nunca me esquecerei das nossas animadas conversas, dos nossos sonhos, de como ela me apoiou nos duros tempos de clandestinidade em Salvador. Sofreu, minha amiga Derlei, horrores na cadeia e fora dela. Era um tempo áspero e sombrio, mas soubemos manter hasteadas as nossas bandeiras. Encontrei-a pela última vez em 2011, quando esteve presente no lançamento, em Florianópolis, do meu livro “Memória de Neblina”. Vai-se uma lutadora pelas causas mais nobres, as causas da democracia, da justiça social, do socialismo. – Luiz Manfredini 
–  Derlei Catarina de Luca, presente agora e sempre. Que falta que você faz e vai fazer. Que seu exemplo ilumine os caminhos das gerações que estão chegando neste país tão conturbado… –  Amelinha Teles
–  Parabéns camarada Derlei vc venceu a luta contra os fascínoras da ditadura militar, mas não conseguiu vencer mais essa guerra. O que importa e o seu legado de luta para sua família e todos os brasileiros descanse em paz camarada. – Laurimar Gomes Da Silva Gomes
–  A família Santa Cruz manifesta sua enorme tristeza pela perda da
Derlei, querida companheira de tantas lutas. Derlei Catarina De Luca, presente agora e sempre nos nossos corações e na luta de seu povo. –
Rosalina Santa Cruz
 Notícia triste demais… Derlei Catarina De Luca, uma lutadora incansável, exemplo de mulher forte e de um coração imenso. Sem dúvida perdemos nós, que tivemos a honra de partilhar momentos da sua jornada, perde o estado e o país, pela grandeza da sua trajetória pelo direito à memória e à verdade. Meus sentimentos e solidariedade à família e às/aos amigas/os. DERLEI CATARINA DE LUCA, presente! – Daniela Felix
 – Acabo de receber a notícia do falecimento de Derlei Catarina De Luca. Uma companheira que tive o prazer de conhecer durante o processo de instalação da Comissão da Verdade da UCE. Foram muitos os ensinamentos, muitas as conversas, muitas explicações do que realmente aconteceu no período ditatorial por quem viveu como cidadã que lutava pelos direitos do povo brasileiro. Fica aqui registrado meu abraço à família e aos amigos mais próximos. Perdemos uma companheira mas ganhamos ensinamentos e testemunhos que nos fazem dar sentido à vida e à luta. Descanse em paz. – Gabriel Paixão
 – Perdemos uma grande pessoa, que tanto lutou quanto nos ensinou. Derlei Catarina De Luca partiu, nos deixando a sua trajetória de vida como um legado a ser respeitado e seguido por muitos. Aos familiares, deixo aqui registrado os meus sentimentos. – Jonaz GB
 – Acabo de saber da partida dessa mulher ímpar Derlei Catarina De Luca. Junto com o profundo pesar fica a gratidão imensa por tê-la conhecido e com ela aprendido tanto. Derlei obrigada por sua luta e sua luz. Sempre em nossos corações e memória. Gratidão eterna. – Carla Borba
– A comunidade DEFENSORA DOS DIREITOS HUMANOS e a comunidade ÍTALO CATARINENSE está em luto com a perda desta grande amiga Derlei Catarina De Luca !! – bom descanso!  – Márcio Fumagalli
– Vá em paz Derlei Catarina De Luca. Obrigada por sua luta e seu exemplo para todos nós. Deus te acompanhe em sua nova morada e conforte o coração de toda a família e amigos.Nethy Jesus
Há alguns meses, tínhamos recebido a notícia, então falsa, do falecimento da nossa querida e admirada companheira de geração e de lutas, Derlei Catarina De Luca. Infelizmente, parece que desta vez a triste notícia se confirma. Derlei continuará presente e a encontraremos viva nas páginas do seu livro NO CORPO E NA ALMA, assim como estará viva na memória das lutas brasileiras pelos direitos humanos e por um Brasil mais justo e mais feliz, memória a que se dedicou tão especialmente nos seus últimos anos. Descansa em paz, querida Derlei. Que o abraço do amor eterno te acolha como esperavas. – Suzana Guerra Albornoz 
– Derlei foi professora, estudante, lutadora, militante do mais alto grau, heroína da luta contra a ditadura. Derlei foi mãe, vó, amiga, camarada. Nunca esquecerei de nossas conversas sobre seus tempos no Movimento Estudantil, de quando ela viu o AI-5 cair na UFSC e o golpe de 73 no Chile. A chamei para compor mesa na Semana Acadêmica de História em 2016, e ela compôs junto comigo. Lutadora sem fim que era, auxiliou pelo menos duas Comissões da Verdade a produzir seus relatórios. Lutou, lutou, lutou até mesmo contra a doença que a acabou vencendo. Mas saiba, Derlei, que uma vez lutadora sempre lutadora. E assim nos lembraremos de você. – Victor Cunha
 – Muito triste. Nos tornamos amigas nos caminhos da militância para busca as pessoas torturadas e desaparecidas em Santa Catarina, e sempre trocando mensagens. Escreveu no dossiê da Fronteiras (revista de História). Seu livro, NO CORPO E NA ALMA, mostra sua saga para sobreviver à ditadura. Derlei, presente!!! – Marlene De Fáveri
– A Derlei não foi minha professora, tampouco éramos parentes. Nos aproximamos em 2008 em uma entrevista que fiz para a faculdade. Cruzei a linha do jornalismo e acabei ajudando-a a organizar várias ações para celebrar os 40 anos do ano que, para ela, ainda não acabou. Nos tornamos grandes amigos, e eu, assim como outros jovens apaixonados pela democracia, fui adotado pela cidadã mais ilustre da minha terra natal. Morei no apartamento dela em Florianópolis por dois anos, e ela acabou se tornando minha segunda mãe. Colecionei incontáveis conversas na sacada, onde ouvi análises precisas, críticas irretocáveis e soluções possíveis para o Brasil – das quais a de desistir nunca foi cogitada. Acompanhei de perto as lutas dos últimos anos. Ela agia sempre, e construiu soluções políticas em todas as comunidades, organizações e instituições que participou. A Derlei não foi minha professora, tampouco éramos parentes, mas recebi um carinho como se fosse filho e aprendi que não se deve lutar pela vitória, e sim pela tolerância e humanidade. O seu livro reli hoje pela manhã para diluir a tristeza por perdê-la. Ela, que lutou pela memória de tantos, merece a memória de todos. Derlei Catarina De Luca, PRESENTE! – Filipe Speck
–  Estou de luto minha querida amiga, mas sou grata por tudo que me ensinou. Como foi bom ter a dádiva de ter te conhecido. Fique com o Nosso Pai Maior. Está viva em seus pupilos. – Jaqueline Medeiros
Perdemos uma grande guerreira: Derlei Catarina De Luca. Vá em paz grande lutadora. E obrigado por tudo. O Brasil te deve muito. –  Regina Maura Santos Soares
Quando comecei a pesquisar sobre a ditadura, em 2014, logo após ter sido apresentado ao caso Gomes Lund e outros (que transitou em julgado na Corte Interamericana de Direitos Humanos) tive o privilégio de conhecer esta guerreira e ouvir um pouco da sua história de luta. À época estava definindo o tema de minha monografia e ao ouvir o seu relato de experiência, os detalhes das sessões de tortura pelas quais havia passado, ao conhecer e me fascinar com a maneira que havia escolhido lidar e cultivar o seu passado (com muita luta e solidariedade com os próximos) dividi com ela que estava decidido: iria escrever sobre o cumprimento da sentença do caso envolvendo a Guerrilha do Araguaia. Tive ainda o privilégio de vê-la e ouvi-la algumas outras vezes e em todas as ocasiões em que recorri a ela para solicitar alguma informação ou auxílio não mediu esforços para me ajudar. Por tudo isso penso que o legado de Derlei Catarina De Luca continuará firme e forte nas lembranças e nas ações daqueles que tiveram a honra de conhecê-la e que tentam no hoje de alguma forma contribuir com a história dela e de outras vítimas da ditadura militar.Lucas Vicente Comassetto
 A vida passa tão rápido… o que fica? Além da tristeza da perda da presença amiga fica o amor, o carinho, a admiração por esta pessoa tão especial por quem sempre nutri profundo respeito por ter sido quem foi. Um exemplo de mulher e cidadã a ser seguido. Obrigada Derlei!!! – Rose Margareth Reynaud Mayr
 – Historiadora, escritora, professora, guerreira, amiga. Sentiremos sua falta. Gratidão pela sua existência. Receba os nossos aplausos! À Deus, acredito que seja o significado da palavra adeus. – Rose da Luz 
 – Uma guerreira da nossa terra que nos deixou como exemplo a Igualdade, a Liberdade e a Fraternidade por um País melhor. – Albertina Chagas Pacheco 
 Pies …Pies, Para que los quiero si tengo alas para volar – Frida Kahlo
Nunca gostei da afirmação “ninguém é insubstituível”. Sempre achei que tal sentença pretende reduzir a beleza, a complexidade da vida e a importância das pessoas. Por isso afirmo que ninguém é substituível …  Em especial   pessoas como você minha querida Derlei, não há ninguém que possa tomar o teu lugar ou te substituir … um lugar que você conquistou com dignidade, com luta e com garra. Não sei quando foi que a conheci, mas nos dez anos que passei na Comissão de Anistia, você sempre se fez presente, na busca incessante em defesa dos perseguidos políticos, da democracia e dos direitos humanos. Uma mestre que ensinou a importância de garantir a “Memória, Verdade e Justiça”.
Derlei Catarina de Luca sempre foi um exemplo de luta!
DERLEI PRESENTE! – Prudente José Silveira Mello

–  Derlei foi e será um exemplo para todos que acreditam num mundo melhor e mais justo, com o respeito aos Direitos Humanos em primeiro lugar. – Rose Nogueira
 – Por ela seguiremos em marcha, seguiremos lutando sua luta pela democracia por justiça por uma Humanidade mais feliz, Gratidão grande mulher, grande ser humano que lutou por nós pela democracia! Siga em paz em outra Jornada. – Tania Slongo
 – Derlei De Luca. Grande mulher, tive a oportunidade de participar junto com Derlei na luta contra a Ditadura. (Quando fomos presos no trigésimo congresso da Une em Ibiúna / São Paulo.) Depois na Assembleia quando ela continuou a Luta pelo resgate da História – na comissão da Verdade. Uma grande guerreira. Fazendo jus a frase de Che Guevara: “É PRECISO SER DURO, MAS SEM PERDER A TERNURA JAMAIS”. Sempre na luta e sempre meiga, agradável… Descanse em Paz.. – Andrino Oliveira
 Num certo dia encontrei Derlei Catarina De Luca no supermercado Giassi aqui mesmo em Içara. Nos cumprimentamos e Ela me abraçou e disse -“estava querendo falar contigo, mas não sabia como. Que bom que te encontrei. Fiquei sabendo que trouxestes dois médicos cubanos para cá e estou muito preocupada, pois eles podem estar precisando de algo”. Talvez nesse momento tu não tenha ideia da grandiosidade desse ato humano. Talvez eu devesse abraça-la, beija-la enfim carinhosamente agradecer esse ato. Mas fiquei parado. Mas ela continuou – “Fui muito bem recebida naquele pais por aquele povo. Amo eles muito e foi minha segunda casa por alguns bons anos. Será que eles estão bem alojados porque eu tenho meu apartamento em Criciúma que posso abrigá-los”. Algo assim não me lembro muito as palavras usadas talvez não foi casa e sim pátria. Dúvidas. Tranquilizei-la e disse que eles estavam em minha casa e estavam bem e que logo conseguiríamos um local definitivo para eles. Ela insistiu e tornou a oferecer sua residência.
E Ela continuou…”talvez eles precisam de copos, toalhas, panos de pratos. Vou fazer um ranchinho para eles e tu entregas para mim?”. Respondi que sim, mas que não precisavas se incomodar. E ela completou -” Sei como a gente sofre quando chega em um pais desconhecido e sem conhecer ninguém e um pouco de atenção que ganhamos significa muito para a gente”. Vejam vocês que apesar de anos passados e já de volta ao seu Pais ela não se esquecia da dor e sofrimento. As marcas permaneciam vivas e os sentimento afloravam em acontecimentos relacionados. Antes de eu sair do supermercado ela me chama no corredor e me entrega sacolas (não me lembro quantas) para eu levar para Dra. Maria Esther e Dr. Edisley Fernandez Mora. Nos despedimos e eu entreguei a encomenda de Derlei Catarina De Luca para nossos amigos que muitos de vocês ao lerem esse texto saberão reconhecer os fatos e personagens citados. Mas essa é a única história que tenho de Derlei Catarina De Luca em que fui protagonista e me orgulho muito dessa condição. Isso foi em Dezembro de 2013. –
Lauro José Marques Nogueira
 –  Esta é só uma das inúmeras facetas deste caráter esplêndido que ela nos mostrou. Exemplo de firmeza com doçura, praticidade e benevolência. Justa, porém, sem julgar acima de ninguém. Tenho muitas histórias que daria um livro para recordar e ser grata por ter tido a honra de partilhar com ela. Mulher ímpar e insubstituível. – Jaqueline Medeiros
 –  Mulher que veio e sabia o que veio fazer na terra.. .fazer o bem. Siga sua caminhada evoluindo sempre. Muita luz no seu retorno a pátria espiritual! – Fabiana Conti Zappelini
 – “Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis.”
Bertolt Brecht
Tive o privilégio de conhecer pessoalmente uma dessas pessoas: a professora Derlei Catarina De Luca. O primeiro contato foi no pré-vestibular. Seu testemunho de vida sensibilizou muita gente sobre os males da ditadura. No meu caso, de modo definitivo. Lembro-me da felicidade dela quando o curso de direito da UNESC escolheu por plebiscito o nome de Arno Preis, um assassinado pela ditadura, para o Centro de Prática Jurídica. Anos depois ela me procurou para entregar (eu era coordenador do curso) uma cópia do inquérito da morte do Arno, “para os alunos estudarem”. Me orgulho de pensar que a Derlei me via como um modesto companheiro nessa luta pela memória dos caídos do regime militar. E agora, o que fazer quando somos obrigados a prescindir de um dos imprescindíveis? Resta-nos a resignação, por certo, mas também a consciência da responsabilidade, grande lição da Derlei, de juntar a bandeira momentaneamente caída e continuar lutando contra toda forma de opressão. Continuaremos sua luta. Para que não se esqueça e para que nunca mais aconteça. – Carlos Magno Spricigo
 – Içara perde uma mulher além de seu tempo. Mais além que nossas palavras podem atingir. Derlei Catarina não foi somente uma mulher que lutou, não foi somente uma guerreira. Ela se despreendeu de valores sociais, de políticas de coronelismo enraizadas onde cresceu e conviveu e que em momento algum se deixou contaminar. Coragem ela não precisava, pois ela era a coragem viva que brotava de suas veias e do seu coração. Derlei Catarina foi com seu determinismo e seu sonho de liberdade e democracia sendo ferida, machucada, marcada pela sombra negra do militarismo. Ninguém mais que Derlei Catarina sabia falar sobre os anos sombrios da ditadura. Imaginar hoje, 2017 que existia sim uma mulher nos anos 60 saindo de sua cidade e que, com sua sede de liberdade e justiça, para ver seu pais livre da política degradante e impura que flagelava seu povo e impunha aos inferiores o vazio de sua vontade e voz, acabou ganhando os porões da ditadura e entrando para sempre na história do Brasil como mártir. Sorte de seus que não sucumbiu, mas sofreu.
Ela é uma mulher Içarense. Reconhecida nacionalmente como símbolo de resistência e luta contra a Ditadura. Triste tua despedida deste Brasil que tanto sofrimento lhe causou, pois mesmo depois de 40 anos de luta deixou esse pais como encontrasse. Talvez com um sentimento de impotência, talvez com um sentimento de guerrear mais e mostrar para o Brasil que sua filha não foge a luta. Mas não deu foste pega de surpresa pelo tiro certeiro do cavalheiro do tempo que não perdoa nem mesmos os mais fortes. Um dia temos que voltar. E esse dia para ti chegou. E que com a tua ida novos e novas Derlei Catarina sejam plantados no coração dos brasileiros e que tua luta não seja em vão e que nunca se apague.  E que Içara não te esqueça jamais. –
Lauro José Marques Nogueira
 – Não estou conseguindo acreditar. Santa Catarina chora, o Brasil chora sua morte, Derlei Catarina De Luca, mulher de garra, sempre engajada nos assuntos ligados aos direitos humanos e fonte principal do meu livro sobre o Comitê Catarinense Pró-Memória de Mortos e Desaparecidos Políticos. Obrigada por ter tido a honra de te conhecer.—  sentindo-se triste. – Louise Lu
– Amiga, companheira querida, se pudesses ler o que escrevem pra ti.. o reconhecimento, o carinho. quanta falta vamos ter da tua força. quanta saudade já sinto. – Su Lisboa
Uns nascem, outros partem! Derlei, que nosso Pai Maior te receba e que nossos irmãos da espiritualidade te ajudem e guiem na sua verdadeira caminhada! Enquanto aqui estiveste, fizeste com garra e força sua missão! 
Se hoje podemos postar, desabafar, expressar nossos sentimentos e ideias, foi pq VOCÊ lutou por isso. Sou eternamente grata à ti! –
Cris Lopes 
– Profunda gratidão por sua luta pela democracia. Salve Derlei Catarina De Luca! – Janete Moro
– Querida Derlei Catarina De Luca… PRESENTE SEMPRE!!! Inspiração para nós, mulheres militantes!! Não arrefeceu seu ímpeto militante mesmo diante de toda tortura e golpes que sofreu na vida…Querida…. essa foto abaixo tem uma história… achou no meio a vários documentos e… rasgou!… era um costume dela… para meu desespero em recuperar fotos da época da ditadura… eu peguei e consegui restaurar! mesmo sem fotoshop… essa e outras fotos… somente com o paint!
SAUDADES ETERNAS…..
Agradecida por poder compartilhar um tantinho tão pequeno na sua vida no coletivo verdade memoria justiça de SC! –
Izide Fregnani

Os jornalistas:

 – Estou muito triste. Ela me incentivou muito a ser poeta e jornalista. Ela lutou pela memória da verdade com brilho de vida nos olhos. Entrevistá-la foi uma das lições mais lindas que vivi na carreira. Com pessoas como ela, a gente lida com toda a reverência digna das heroínas. Agora sim, descanse em paz, Derlei Catarina De Luca. E o nosso eterno muito obrigado por todos os seus dias conosco, por toda resistência e ensinamentos. Sua história não será esquecida. – Djonatha Geremias
 – Coração dói, mas ao mesmo se enche de gratidão e amor pela oportunidade de tê-la conhecido e ouvido suas histórias de luta. Maravilhosa e de braços abertos, me recebeu em seu apartamento em Criciúma. A entrevista foi concluída em meio a lágrimas da jovem repórter e da entrevistada. Eu não saí de lá apenas com mais um material para edição. Eu deixei sua casa ainda mais encorajada a lutar por memória, verdade e justiça e a defender com todas as minhas forças a democracia, como jornalista, brasileira e militante. Obrigada Derlei, pelo teu exemplo de mulher, pela sua garra, pela sua força! Você é incrível, você é maravilhosa! Que Deus e o teu anjo da guarda te recebam de braços abertos.Tânia De Faveri Giusti
 – Tive a honra de fazer um documentário com ela sobre Vítimas da Ditadura. Nos tornamos próximas, ela tb gostava muito do Rafael Martini. Sempre, sempre vou admirar esta guerreira. Fique com Deus Derlei Catarina De Luca sempre PRESENTE. – Tatiana Kinoshita
 – Eu, nos tempos de tv AL, tive o prazer de participar de matéria feita com ela, mas também ficar chocado com os relatos dela sobre as torturas praticadas….A  ela o céu, aos torturadores arrependimento e castigos em outras vidas. –  Nilson Espindola 
 Acabo de saber, pelo Rafael Martini, a notícia do falecimento da Derlei Catarina De Luca. Uma mulher incrível, lutadora abnegada pela democracia, que enfrentou a ditadura e não se deixou consumir pelas feridas e cicatrizes que seus algozes lhe impuseram. E foi até o fim. Conheci Derlei ainda estudante, quando ela coordenava a Comissão Pelo Reconhecimento dos Mortos e Desaparecidos Políticos, na década de 1990. Há poucos anos integrou com amor e abnegação a Comissão da Verdade em SC, um trabalho louvável, um documento/legado histórico sobre a vilania da ação da repressão e sua rede de apoio em nosso Estado – muito providencial neste momento. Tanto devo a ela já na minha época de estudante e Derlei ainda me surpreendeu quando me procurou e ao amigo Renê Müller em 2005 para nos confiar aquela que seria a maior reportagem que eu escrevi, ainda no Diário Catarinense. Era a própria história de Derlei, da jornada pessoal dela, quando ficou pouco mais de 1 ano longe do filho recém-nascido. A mãe perseguida pela repressão entrega o bebê aos cuidados dos companheiros da rede da Ação Popular. Por mais de um ano a repressão empreendeu uma caçada à criança para forçar a rendição da mãe em fuga. Derlei e Alexandre se encontraram graças a rede de solidariedade e foram para o exílio. Hoje o rapaz é executivo de um banco. Refazer essa história, ligar os pontos, encontrar os elos e as pessoas foi intenso nos consumiu mais de seis meses de dedicação e momentos de dúvidas sobre se realmente se tratava da mesma criança que 30 anos antes chegou aos seus braços. Derlei nunca quis fazer o DNA. Bastava-lhe a convicção da mãe.
Até que achamos um dos elos, Seo Ivo, sindicalista em Itajai e que fechou todo o caminho. Anos depois eu relatei a ela esse momento de aflição. Ela me fitou com um sorriso, os olhos marejados: “Eu nunca tive dúvidas. Eu só queria que as pessoas que nos ajudaram enfim se conhecessem”. A complexa operação de fuga contava com um sistema muito disciplinado. Cada família que recebia a criança não perguntava por onde ela andou e para onde iria. Não faz muito tempo, lá estava Derlei frente a frente com o seu torturador. Ela inabalável e cumprindo seu papel com a história ao trazer a público um rosto escondido nas sombras. Recebo a notícia da morte da Derlei em São Paulo e curiosamente, sem saber que enquanto ela estava em suas últimas horas, eu visitei na sexta-feira o antigo prédio que abrigou o Dops de SP e onde Derlei foi tão maltratada. Hoje um centro cultural voltado para o saber e para as crianças. Derlei, vá com os anjos, obrigado por tudo e deixe que agora será a nossa vez de lutar para que esse país jamais volte a padecer ao obscurantismo. Fico feliz por você ter encontrado a paz ainda em vida e que tenhas nos deixado essa lição fantástica de reconciliação. –
Marcos Espíndola
Valeu MUITO, Derlei Catarina De Luca! Sempre vai valer e vamos seguir seu exemplo! Muito obrigado!!! – Lúcio Lambranho

 

 

 

 

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Participação do Coletivo no 13º Mundo das Mulheres & Fazendo Gênero 11

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Acervo da Ditadura em Santa Catarina

O Acervo da Ditadura em Santa Catarina foi apresentado no dia 27 de junho no IDCH – Instituto de Documentação de Ciências Humanas, vinculado ao Centro de Ciências Humanas e da Educação da Udesc.

O acervo é o resultado do trabalho do Coletivo Catarinense Memória, Verdade e Justiça, que passou anos levantando informações acerca das prisões, perseguições, inquéritos, retaliações, torturas e mortes de opositores do regime militar após o golpe de 1964.

Uma vez apresentado de forma oficial, o acervo estará disponível para a consulta de pesquisadores, estudiosos e familiares das pessoas presas, torturadas ou mortas na ditadura. Embora o material esteja digitalizado e gravado em DVDs, as consultas podem ser feitas in loco, com exceção de documentos que envolvem questões de direito autoral ou de autorização das famílias.

Durante a solenidade, falaram a Coordenadora do IDCH, Fernanda de Sales, e pelo Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça, Marize Lippel.

O Coletivo prestou uma justa homenagem  a Derlei Catarina De Luca, a grande responsável por este acervo.

Fomos brindados ainda por Beatriz apresentando a poesia de Mario Benedetti  “Por que cantamos”.

Estiveram entre os presentes, familiares do ex-vereador Mimo, do Roberto Motta, da Alceri Gomes da Silva, além do ex-ministro do trabalho Manoel Dias, da Coordenadora do Instituto Paulo Stuart Wright Claudete Mittman e do Coordenador da Comissão Estadual da Verdade Anselmo Machado.

Nossa expectativa é de que a partir de agora estudantes, pesquisadores, familiares e militantes tenham um espaço de consulta para que esse período triste de nossa história seja conhecido para que não volte a acontecer.

 

 

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ACERVO DA DITADURA EM SANTA CATARINA

A Diretora Geral dos Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina
– UDESC, Professora Dra. Julice Dias, e o Coletivo Catarinense Memoria, Verdade e Justiça, têm a honra de
convidar Vossa Senhoria para a apresentação do Acervo Ditadura em Santa Catarina, cedido pelo Coletivo
Catarinense Memória, Verdade e Justiça ao Instituto de Documentação e Investigação em Ciências Humanas –
IDCH/FAED/UDESC.
Terça, 27 de junho às 15:00 – 18:00
Rua Visconde de Ouro Preto, 457, Centro, Florianópolis/SC
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Como se repara uma vida sem futuro? (por Cristina Pozzobon)

Publicado em: abril 5, 201700

Enquanto o Brasil esteve sob o regime militar imposto pelo golpe de 64, muitas pessoas ficaram alheias ao que estava acontecendo. Outras, fecharam os olhos para não ver e levaram suas vidas na mais absoluta normalidade. Parte delas, talvez por medo, outra parte, por ignorância. Mas havia aquelas que queriam o golpe, que foram para as ruas e pediram a intervenção militar. Essas pessoas, convictas, apoiaram um regime que confiscou a liberdade do povo brasileiro, assassinou, torturou e forçou o desaparecimento de homens, mulheres, adolescentes e crianças por resistirem a um governo tirano.

Em 1985, 21 anos depois, o regime militar chegou ao fim e estávamos certos que não haveria mais possibilidade de golpes. Tínhamos tudo para seguir em frente. Teceríamos um grande agasalho para aquecer todas e todos os brasileiros. Buscaríamos justiça e seríamos solidários. Distribuiríamos a renda, a terra, o pão e o conhecimento.

Ah, mas quando um povo não conhece sua história está sujeito a repetir seus erros!

Trinta e um anos depois da redemocratização do país, a história se repete, mas não da mesma forma. Os “convictos”, que autorizaram os assassinatos cometidos pelo estado brasileiro, aperfeiçoaram suas estratégias e tramaram um golpe muito mais sofisticado contra o povo. Em 1964, o parlamento foi fechado. Em 2016, o golpe veio de dentro do parlamento. Deputados e senadores, na sua grande maioria com processos e investigações nas costas, vestiram o verde e o amarelo e se proclamaram guardiões da moralidade. Destituíram uma presidenta eleita legitimamente e rasgaram a Constituição de 1988.

Os dois golpes têm muita coisa em comum, em especial duas.

A primeira é o apoio da mídia hegemônica. Globo, Band, Record, Veja, Folha, Estadão, entre outros, fazem a grande propaganda do projeto neoliberal. Vendem a ideia de que o estado mínimo trará menor custo à população, mas não dizem que reduzirá a assistência ao povo, subtrairá direitos conquistados, rasgará cláusulas pétreas da Constituição. Cumprem um papel determinante na legitimação dos golpes.

No filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, lançado no Brasil em setembro de 2016, a metáfora do cupim diz muito. Um empreiteiro compra um prédio antigo, à beira-mar, em Recife, Pernambuco. Ávido para aumentar seus lucros, decide derrubá-lo para construir algo mais rentável e encontra Clara (Sônia Braga), última moradora do edifício. Ela não abre mão de ficar no lugar que escolheu viver. Por resistir, sofre agressões, intimidação e tortura. Faz de tudo para tirá-la. O cupim de solo, plantado no prédio, vai com voracidade, sem ser visto, comendo tudo o que encontra pela frente. Quando nos damos conta, só temos a casca da madeira e das estruturas. Tudo já está comprometido. Para este empreiteiro nada importa. Direitos, histórias, vidas, emoções. Ele tem acordo com os cupins, que só engordam. Não gostam da luz, não se mostram, não querem ser vistos. A luz os mata.

Esses cupins – banqueiros, rentistas, deputados, senadores, defensores do neoliberalismo – vão deixar o Brasil só na casca. Vazio de riquezas, tecnologias, pesquisa, história. Esse é o produto final do neoliberalismo. A renda, a terra e o pão e, principalmente, o conhecimento estarão reservados às “pessoas de bem”, aos eleitos por “merecimento”. Aos demais, resta o trabalho sem direitos, sem garantias, sem futuro.

A segunda coisa que os dois golpes têm em comum é a truculência do estado. De novo, prisões arbitrárias e violações de direitos. Novamente, os governos impõem um regime de exceção ao povo, sem direito à livre manifestação. Cerram as portas do parlamento, impedindo a entrada das pessoas e tratam os movimentos com violência e intimidação. Atacam brutalmente a integridade física e psicológica de estudantes, professoras e professores e trabalhadoras e trabalhadores de um modo geral. Agridem e desprezam a democracia.

Porém, todo governo tirano tem seu contrário. E desta vez, o golpe não encontrou o respaldo esperado. Já havíamos experimentado o Prouni, as cotas para negros e indígenas, o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família, O Luz Para Todos, o aumento real do Salário Mínimo, entre outros programas que beneficiaram o povo brasileiro, a maioria da população de baixa renda. Criamos as leis de proteção às mulheres, a Lei do Feminicídio. Já havíamos descoberto o pré-sal e o seu significado para o futuro de gerações e gerações de brasileiras e brasileiros. A resistência está nas ruas, nas ocupações das escolas e universidades, nos sindicatos e nos movimentos sociais que se organizam para defender o que foi conquistado.

Os setores conservadores vieram para acabar com tudo. São os cupins de Aquarius. A cada ato, e na calada da noite, vão destruindo a base do que se construiu. Querem levar o país ao caos para justificar seus projetos de privatização dos serviços, a venda de nossas estatais e das nossas riquezas.

E tudo acontece diante dos olhos do Judiciário e do Ministério Público, que fazem as vezes dos que não querem ver e, coniventes, se calam diante do arbítrio e do abuso de poder.

Depois do golpe de 64 nos perguntamos:

Como se repara uma vida ceifada sob a tortura do estado?
Como se repara a violência e a privação da liberdade?
Como se repara a dor de uma família que não enterrou seu ente querido?
Como se repara o medo?

Depois de agosto de 2016 nos perguntamos:
Como se repara uma vida sem futuro?

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MANIFESTO PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA

1º de abril: Dia Estadual do Direito à Verdade e à Memória- Lei SC nº 16.549

Primeiramente FORA TEMER!

Estamos novamente vivendo em um Estado de exceção após o golpe dado na nossa democracia pelo governo imposto em 31 de agosto de 2016.

Dia 31 de março de 2017 fazem 53 anos do golpe militar que vitimou brasileiros, prendendo, torturando, assassinado e desaparecendo com os corpos, sem que nenhuma resposta tenha sido dada até agora sobre os desaparecidos. As famílias e a sociedade têm direito de saber onde estão e o que aconteceu com cada um dos brasileiros que lutaram contra a ditadura, foram vítimas da repressão e dados como “desaparecidos”. Eles fazem parte da história política do povo brasileiro.

Conforme dados apresentados no Dossiê da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, no Relatório da Comissão Nacional da Verdade e documentos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, temos notificados: 436 pessoas mortas + 140 desaparecidos políticos+ 10.034 pessoas submetidas a inquérito+ 7.376 indiciadas por crimes políticos+ 130 banidos + 4.862 cassados + presos 6.952 militares,1.196 camponeses e apoiadores, 8.350 indígenas, sendo que a Comissão Nacional da Verdade só conseguiu pesquisar dez etnias.

Estes números, embora muito incompletos, indicam o alto grau de violência do regime ditatorial, implantado através do golpe de Estado em 1964. O Estado brasileiro continua com sua dívida em relação aos desaparecidos políticos quando descumpre a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos de 2010, sobre a Guerrilha do Araguaia e outros crimes considerados de lesa-humanidade. O país tem de localizar os corpos dos brasileiros desaparecidos, investigar as circunstâncias dos crimes e punir os agentes responsáveis pelas torturas, execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados.

A lei nº 9140 de 1995 reconheceu “como mortas aquelas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979”, devendo os atestados de óbito mencionarem os crimes de lesa-humanidade cometidos pela ditadura, dando responsabilidade ao Estado brasileiro.

Hoje corremos sérios riscos de perdermos nossa democracia representativa conquistada através do voto popular, quando se ergue esta onda de ataques institucional contra os direitos humanos, com retrocessos no campo dos direitos sociais e no trabalho, dos direitos territoriais das comunidades tradicionais e dos direitos originários dos povos
indígenas, que continuam em estado de miserabilidade e abandono, sofrendo ações de extermínio, verdadeiro genocídio.

O Estado brasileiro continua a vigiar e reprimir militantes e manifestantes por direitos tão básicos como a livre expressão e circulação na cidade, em defesa da saúde, educação, acesso a transporte público e moradia. Continua existindo uma polícia militarizada, mesmo contra as recomendações da ONU, da Comissão Nacional da Verdade e de outras Comissões da Verdade, bem como dos movimentos contra a violência policial e contra o genocídio da juventude preta, pobre e periférica.

A preservação da memória é absolutamente fundamental para fortalecer a sensação de pertencimento de uma sociedade e a identidade de um povo com sua comunidade, seu município, seu estado, seu País. É também essencial para que todos aprendam com os erros do passado, lutem para impedir que os mesmos sejam repetidos e mais que isso, para que encontrem caminhos alternativos que garantam mais justiça social, igualdade de direitos, democracia e liberdade. A forma como muitos livros apresentam o período da ditadura militar no Brasil como um fato aceitável é um exemplo das mais diversas formas de manipulação da nossa história.

Recentemente o Presidente Temer sancionou a chamada Lei da Reforma do Ensino Médio, que não explicita a obrigatoriedade das disciplinas história e geografia no currículo, disciplinas que permitem a reflexão sobre a realidade de seu povo. Isto tem gerado fortes críticas entre profissionais da área pois está clara a intenção de que os jovens esqueçam a história de luta por conquistas sociais. O resgate da história, no entanto, é tarefa árdua, que exige coragem para denunciar e clamar por justiça social.

Em memória dos desaparecidos políticos e de todos aqueles que tombaram, convidamos a todos para se somarem na luta por uma sociedade verdadeiramente democrática, justa e solidária.

Hoje precisamos fortalecer a luta contra o projeto do governo golpista que retira direitos conquistados como aconteceu com a aprovação da terceirização de serviços no trabalho e com o projeto que pretende alterar a lei da previdência social, além de outros ataques.

Apresentamos a seguir o calendário nacional de luta:

31 DE MARÇO- (GOLPE DE 1964): 17H. ATO POR NENHUM DIREITO A MENOS! CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA. NO CENTRO DE FLORIANÓPOLIS.

03 DE ABRIL, 9H, ALESC: AUDIÊNCIA PÚBLICA COM SENADOR PAULO PAIM CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA.

DIA 28 DE ABRIL* *VAMOS PARAR O BRASIL! * GREVE GERAL.

1º DE MAIO: DIA DO/A TRABALHADOR/A – CENTENÁRIO DA 1ª. GREVE GERAL – ATOS EM TODAS AS CIDADES

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