Renomeação de logradouros

O Coletivo Catarinense Memoria, Verdade e Justiça defende que a renomeação de logradouros, retirando a homenagem (auto) prestada a autoridades do regime autoritário, ao lado da identificação de sítios de memória – locais que marcam a existência de pessoas ou fatos históricos do passado recente de resistência e de repressão –, constitui importante passo no processo de ressignificação dos espaços públicos, associando-os à luta pela efetivação da democracia e da cidadania.

Devem ser realizados encontros com moradores para debater a importância da mudança com sugestão para o novo nome. Isso resultará na elaboração de um projeto de lei participativo que propõe a mudança d e rua X para Y, nome de alguém representativo, na defesa dos direitos, para os moradores daquele bairro.

Quanto mais Vereadores participarem, tanto mais representativo será o PL, com grande possibilidade de participação da comunidade, acompanhando na Câmara, na aprovação e posteriormente na sanção pelo Prefeito e execução da troca das placas indicativas.

É interessante analisar se também há escolas, sob administração da Prefeitura, com nome de pessoa que participou da ditadura e já incluir no processo de alteração, realizando reunião aberta com Associação de Pais e Professores, alunos e professores, podendo inclusive abrir concurso para sugestão de nomes se já não houver um pré-definido.

Florianópolis, 15 de março de 2017.

Coletivo Catarinense Memoria, Verdade e Justiça

https://coletivomemoriaverdadejusticasc.wordpress.com/

coletivosc@gmail.com

Reuniões quinzenais as 17.30h na ALESC – Sala de Comissões.                                                 Próxima reunião: dia 27/03/2017

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Coletivo Catarinense MVJ retoma as atividades em 2017

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O Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça retoma as atividades em 2017 de formação da memória, da luta pelo estabelecimento da verdade histórica e pelo reconhecimento público das arbitrariedades e crimes cometido durante a ditadura instaurada a partir de 1964.

As reuniões abertas são realizadas quinzenalmente na sala das Comissões da ALESC, das 17h30 às 19h45.

Participe do Coletivo!

O Brasil precisa conhecer e reconciliar-se com seu passado, resgatando a memória e o respeito a todos os presos, banidos, exilados e torturados que lutaram pela democracia.

Nosso calendário de reuniões é o seguinte, anote e compareça

06/03 – 13/03 – 27/03 – 10/04 – 24/04 – 08/05 – 22/05 – 05/06 – 19/06 – 03/07 – 17/07 – 31/07 – 07/08 -21/08 – 04/09 – 18/09 – 02/10 – 16/10 – 30/10 – 13/11 – 27/11 – 11/12.

Para que jamais se esqueça,

Para que nunca mais aconteça!

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Comemoração da Declaração Universal dos Direitos Humanos

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No dia 08 de dezembro, no Plenarinho da ALESC, o Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, realizou um evento que contou com a participação da Cia. Teatral Espalhafato na abertura.

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Composta a mesa, a Coordenadora do Coletivo MVJ, Lúcia Haygert, fez uma pequena fala sobre o que é o Coletivo e a importância da comemoração. Após, o Deputado Dirceu Drech, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALESC ressaltou também a importância do evento e das ações desenvolvidas em parceria com o Coletivo.

 

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Na palestra, a Professora Dra. Olivia Rangel Joffily apresentou sua tese de doutorado, transformada em livro: “A Esperança Equilibrista – Resistência feminina à ditadura militar.

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Apesar da pouca frequência, o debate foi muito participativo. Traçou-se um paralelo da situação política atual com os tempos sombrios da ditadura.

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Carta aberta a Reitora do IFSC

Cabeçalho

Senhora Reitora,

Como é de seu conhecimento, o Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça trabalha a formação da memória, luta pelo estabelecimento da verdade histórica e pelo reconhecimento público das arbitrariedades e crimes cometidos durante a ditadura que assolou o país de 1964 a 1988. Um dos lemas do Coletivo – e de todos os movimentos que lutam por justiça e verdade no Brasil – é que fazemos este trabalho para que não se esqueça e para que nunca mais aconteça”.

É exatamente a preocupação de que “nunca mais aconteça” que nos leva a questioná-la sobre os acontecimentos da madrugada do dia 18 passado.

Os estudantes, em várias partes do país, em movimento de ocupação das escolas e universidades, estão exercendo seus direitos constitucionais de manifestação pacífica, organização política e expressão para combater medidas autoritárias de parte de um governo não legitimado pelas urnas que vão afetar duramente a educação. Esta é uma vivência pedagógica de democracia, da qual sairão melhor preparados para o exercício da cidadania.

O que os estudantes desejam é o debate de ideias sobre os caminhos da educação e seu financiamento pelo Estado para que o preceito constitucional de direito a uma educação de qualidade e pública seja concretizado.

A desocupação judicial promovida de forma no mínimo inusitada, pois com a energia cortada e de madrugada, pela PM contra jovens estudantes colocados em situação de vulnerabilidade, aponta para uma radicalização autoritária com consequências prejudiciais não só aos estudantes envolvidos, mas a toda comunidade educacional.

Já vimos isso acontecer nos anos 60, como também já sabemos onde isso pode dar se não houver disposição para o diálogo.

Para que nunca mais aconteça, o que se espera da escola é que desenvolva uma política educativa onde “critérios de natureza administrativa não se sobrepõem a critérios de natureza pedagógica”.

É preciso encerrar o processo judicial, sem punições, nem mesmo de caráter administrativo, aos estudantes envolvidos com a ocupação. Bem como, apurar as responsabilidades pelas arbitrariedades ocorridas durante a desocupação.

Foram necessários muitos anos de luta para recuperar a liberdade de nos organizarmos e nos manifestarmos para retomar a construção do sonho de país que o Brasil merece ser. Essa luta cobra de todos nós hoje uma posição firme em defesa da democracia, da justiça social e da paz.

Contamos que a senhora receberá nosso questionamento e tomará as medidas necessárias para o diálogo.

 

Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça

Facebook: Memória, Verdade e Justiça

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MANIFESTO DE REPÚDIO DO POVOS INDÍGENAS DIANTE DA MILITARIZAÇÃO DA FUNAI ATRAVÉS DA NOMEAÇÃO DO CORONEL RENATO VIDAL SANT’ANNA PARA A CTL DE CAMPO GRANDE EM MATO GROSSO DO SUL.

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 Ao Sr. Alexandre de Morais. Ministro de Estado da Justiça e Cidadania

Caro Senhor Ministro da Justiça;

Nós lideranças dos povos indígenas presentes em RO, TO e MS: Guarani Kaiowa, Guarani Nhandeva, Terena, Kinikinau, Avá Canoeiro, Krahô, Xerente, Apinayé, Aikana, Cassupá, Puruburá, Migueleno, Kujubin, Wayoro, Sakyrabiat, Karitiana, Mamaidê-Nambikuara, Uru Eo, Guarasugne, Cabixi e Kwaza queremos afirmar categoricamente que NÃO ACEITAREMOS A MILITARIZAÇÃO DA FUNAI.

A nomeação do Coronel do Exército Sr. Renato Vidal Sant’ana para a CTL de Campo Grande em Mato Grosso do Sul, é uma afronta a memória genocida de nossos povos. Os militares, em especial no período da ditadura civil-militar, estão ligados diretamente à uma série de casos terríveis de repressão, de deslocamentos forçados de nossas comunidades, de indígenas torturados, assassinados e esbulho territorial. Os coronéis na Funai promoveram ingerências em nossos modos de vida, que até hoje colhemos os impactos negativos desta atuação. Se não bastasse essa realidade de militarização genocida, o nomeado é flagrantemente um RURALISTA, comemorado pelas entidades de Classe no Mato Grosso do Sul, e isto é INADMISSÍVEL E INTOLERÁVEL.

Trata-se de uma grave violência ética contra o sangue derramado de nossos povos em conflitos Brasil afora. Não aceitaremos que o órgão indigenista oficial seja aparelhado por NENHUM OUTRO GESTOR RURALISTA, MILITAR, REACIONÁRIO OU FUNDAMENTALISTA que represente qualquer segmento historicamente ligado a quaisquer mecanismos de repressão. A nomeação sem qualquer tipo de Consulta, não só viola o respeito a nossa autodeterminação, mas fundamentalmente o reconhecimento constitucional de nossos modos de vida e principalmente o Direito de consulta ao Povos indígenas em temas que lhes afetam.

Chega de TUTELA, Chega de AUTORITARISMO. Exigimos a IMEDIATA revogação da Nomeação e RECONDUÇAO DO ATUAL COORDENADOR REGIONAL DA CTL EM CAMPO GRANDE.

Conclamamos patrícios e parentes de todo o Brasil em resistir de forma unitária e permanente a estas imposições e desrespeito do Governo Temer.

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Subscrevemos a seguinte NOTA DE REPÚDIO:

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“O grupo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça-RJ, coletivo suprapartidário constituído por filhos e netos afetados pelas ditaduras, vem a público repudiar a decisão do Conselho de (falta de) Ética da Câmara dos Deputados que absolve o deputado Jair Bolsonaro da acusação de ter feito apologia à tortura através de elogio ao carniceiro Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-CODI de São Paulo e primeiro militar reconhecido, pela justiça, como torturador.
Para absolvê-lo, o Conselho se valeu de um distorcido conceito de imunidade parlamentar, já que nele incluiu a permissão para que os parlamentares incitem a quebra do previsto no art.5º da Constituição Federal, o qual afirma que ninguém pode ser submetido à tortura ou tratamento degradante. 
Nem mesmo a parlamentares na Tribuna é lícito afrontar nossa Carta Magna e enaltecer os métodos utilizados pela ditadura. Nenhum Estado de Direito pode compactuar com práticas que aviltem seus cidadãos.
Ninguém tem o direito de, repetidamente, como faz o deputado Jair Bolsonaro, pisar na dignidade dos brasileiros e, abusando da imunidade que uma errônea interpretação da lei transforma em impunidade parlamentar, incitar a violência contra grupos LGBT, fazer apologia ao estupro e outras ofensas à dignidade da pessoa humana.
Sua infeliz absolvição em muito contribuirá para tornar a tortura um método ainda mais disseminado e tolerado. Ainda presente em nosso cotidiano, busca-se erradicá-la dos meios oficiosamente utilizados pelo Estado, mas decisões como esta representam um retrocesso na política de prevenção e combate à tortura, e com isso não podemos compactuar.
Não nos preocupa apenas o passado pelo qual até hoje somos afetados. Nos preocupa também o presente e o futuro de um país que possa se olhar no espelho sem sentir vergonha de seus representantes.”

SUBSCREVEM ESTA NOTA:

Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça

Ocupa Dops

Filh@s e Net@s por Memória, Verdade e Justiça-SP

Coordenadoria por Memória e Verdade e Educação em Direitos Humanos

Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça

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‘Tempos de Ruptura: Entre o Excesso e a Exceção’

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O projeto Clínicas do Testemunho de Santa Catarina (Instituto APPOA) convida todas e todos para a Conversa Pública – ‘Tempos de Ruptura: Entre o Excesso e a Exceção’
O dispositivo da Conversa Pública tem por objetivo abrir um espaço de trocas e testemunhos sobre a violência de Estado, sobre as suas formas de repetição, os seus impactos na vida singular e cotidiana das pessoas e na organização do tecido social.

Participantes desta Conversa Pública:

Dra. Marli Auras
Membro da Comissão da Verdade da UFSC, professora titular de Educação (1970- 2009), aposentada, doutora em História da Educação.

Maria Lúcia Haygert
Coordenadora do Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça. Cientista Social e Antropóloga formada pela UFSC.

Marilena Deschamps Silveira
Psicanalista, cooordenadora técnica do projeto Clínicas do Testemunho – Instituto APPOA/SC.

Data:
Dia 19/10 (Quarta-feira)

Local:
Auditório Harry Laus – Bibliteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina

A atividade é gratuita e aberta a toda comunidade.

Para conhecer melhor o projeto, entre no site:www.clinicasdotestemunhosc.com
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