RELATÓRIO DO ANO DE 2012 – em Santa Catarina

1.      A RODOVIA: Ano de 2011 terminou naquela reunião tensa de 18/12 com o dep. Morastoni. Em que o Coletivo decidiu não negociar o nome da rodovia. Passamos o ano inteiro em cima desta questão, diariamente. Os deputados esperaram um único dia em que o Ricardo Mães e eu não estávamos de plantão e aprovaram a troca de nome. Daí corremos atrás do prejuízo, conseguimos apoio de quase 500 pessoas, telegramas, cartas e emails e um apoio inesperado da Casa Civil e o governador VETOU. Fizemos plantão permanente para que se o plenário não derrubasse o veto. A mesa enrolou varias semanas, suspendia a votação e era aquela insegurança. O Presidente da ALESC determinou um dia para votar (28 de novembro). Nos mobilizamos, recebemos o apoio decisivo de Cláudio Fonteles atual Presidente da Comissão Nacional da Verdade. E a ALESC manteve o veto.

 2.      Lançamento de livros: O Coletivo lançou dois livros: “68 – a geração que queria mudar o mundo”, escrito por 100 participantes de 68 com distribuição gratuita e “As lembranças não morrem” de Louise Benassi. O livro de Louse Benassi gerou mal estar, pois uma pessoa reclamou da entrevista. A autora afirma que enviou para revisão. A pessoa diz que não concorda. Derlei reafirmou que: Fazemos os contatos entre as pessoas, MAS NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS pelo depoimento de ninguém. Nunca fez e não faz. Cada um é responsável pelas suas declarações:

 3.      OAB – Companheiros do Coletivo visitaram o Presidente da OAB que criou a Comissão da Verdade da OAB – O companheiro Márcio Vetorazzi ficou de coordenador, conseguiu viabilizar uma sessão. A sessão foi mto confusa porque as pessoas que deram depoimentos eram confusas.

 4.      TEATRO – Há dois anos tentávamos trazer a peça de teatro FILHA DA ANISTIA pata Florianópolis, que foi viabilizada este ano. Trabalhamos vários colégios, escolas públicas, e público em geral. A reação de quem assistiu foi bastante positiva. Não conseguimos viabilizar a exposição SALA ESCURA DA TORTURA. Teríamos gastos além da nossa capacidade.

 5.      Exposição DIREITO A VERDADE, DIREITO A MEMÓRIA. Não havia nenhum custo para o Coletivo e foi pouco aproveitada.

 6.      PALESTRAS – Abrimos espaço em JOINVILLE, na Faculdade de Direito e religiosos. Fizemos palestras em escolas secundárias, tanto de Floripa como do interior. Prof Ponte fez uma palestra em Criciúma, no lançamento do Comitê desta cidade.

 7.      APOIOS: Tivemos apoio de Ângela Albino, Amauri Soares e Dirceu Dresch. A grande conquista foram as BRIGADAS POPULARES. O Comp. Eduardo é de uma dedicação comovente. O SINJUSC foi o único sindicato que continuou conosco. Tivemos apoio dos jornalistas Rafael Martini e Sérgio da Costa Ramos.

 8.      MARCHA DOS CATARINENSES: Participamos com as fotos dos mortos, feita pelo Memorial de Direitos Humanos da UFSC e banners pagos pelo SINJUSC.

 9.      O torturador argentino: Houve mobilização rápida, a Polícia Federal avisada, a Secretaria de Justiça idem. Tomamos as providências possíveis. A CNV virá entrevista-lo antes da deportação.

 10.  TV BRASIL – Fez matéria sobre a Operação Condor, no qual está inserido o desaparecimento de João Batista Rita. Fizemos o contato com os familiares, com o Colégio onde ele estudou e os amigos que o conheceram. Não recebemos o dvd da matéria, conforme solicitado por nós e prometido por eles.

 11.  Projeto AUSÊNCIAS – Avisamos TODOS OS FAMILIARES, por carta escrita, email e telefone. Apenas a esposa de Luis Eurico participou.

 12.  DOSSIÊS para a Comissão Nacional da Verdade. Não foram feitos.

 13.  OS PARTICIPANTES: O grupo é heterogêneo. Temos companheiros de várias correntes ideológicas; PCdoB, PCB, PSOL, Corrente Prestista, PT, BRIGADAS POPULARES, Consulta Popular, MST. O número diminuiu. Os sindicalistas sumiram. Mantiveram-se apenas os companheiros dos movimentos sociais.

 14.  DIGITALIZAÇÃO DOS DOCUMENTOS: Tentamos no CESUSC, na OAB e no Memorial da UFSC. Não conseguimos ainda.

 15.  INTERNET: A equipe de divulgação não funcionou. Criamos o grupo MVJ-SC, para quem quer apenas receber notícias, mas não participa das reuniões, nem do trabalho. O grupo PSW é somente para participantes diretos do coletivo.

 16.  Documentário sobre os catarinenses: Projeto de César Cavalcante. Está acumulando entrevistas.

 17.  LEGALIZAR OU NÃO LEGALIZAR. Decidido não.

 18.  Dia 10 de dezembro – na catedral. Através das Brigadas Populares nos integramos a vários outros grupos.

 19.  TRABALHOS UNIVERSITÁRIOS: Orientamos os trabalhos de

CARLOS MOCELIN – Cidadão Wright

TANIA GIUSTI – Memórias da ditadura – da SATC

PAULA SALVADOR – jornalismo da UFSC

 20.  Aprovado o DIA 04 de SETEMBRO como dia em HOMENAGEM À MEMÓRIA DOS MORTOS E DESAPARECIDOS CATARINENSES. Projeto encaminhado por nós ao deputado Dirceu Dresch. O governador sancionou.

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