Sérgio Giovanella

Nasceu aos 09/03/1952, em Rio do Sul, filho de professores de escolas públicas estaduais, Eletto Giovanella e Josefina Giovanella. Era Cirurgião Dentista. Morava em Blumenau.

Em 1968, como estudante da Escola Técnica Federal, ETEFESC, atuou em Grêmios Acadêmicos e nas lutas específicas do movimento estudantil secundarista.

Sergio, junto a outros companheiros, foi defensor da luta contra a Ditadura Militar que se instalou no país cerceando a liberdade de expressão e colocando na clandestinidade os partidos políticos.

Neste período, começou seu engajamento na estrutura partidária clandestina do então Partido Comunista Brasileiro, participando ativamente da luta pelo retorno da democracia no país.

Em 1970 participou do setor municipal de agitação e propaganda   do partido, estruturando os setores jovens, trabalhistas e feminino no estado e no país.

Em 1975 terminou o curso de Odontologia na UFSC e foi trabalhar em Blumenau como dentista onde a estrutura sindical favorecia espaço de trabalho sem perseguições políticas. Nesta cidade continuou sua atuação política.

Em 5 de novembro de 1975, foi arrancado de seu consultório dentário no Sindicato da Fiação e Tecelagem na cidade de Blumenau. Encapuçado, sequestrado e preso foi levado para Curitiba, durante a Operação Barriga Verde do DOI, Destacamento de Operações Internas da 5ª Região Militar, acusado de envolvimento em atividades subversivas do Partido Comunista Brasileiro – PCB.

Em depoimento escrito a Comissão Nacional de Anistia, Sergio relata ter observado neste período de prisão em Curitiba, quatro equipes de identificação: exército, marinha, aeronáutica e outra que deveria ser agência estrangeira.  Como os demais presos na Operação Barriga Verde, foi barbaramente torturado e presenciou outras torturas realizadas em companheiros presos, muitas vezes em familiares destes, inclusive crianças.

Após ser libertado, Sergio retornou as suas atividades laborais em Blumenau. Continuou na luta para volta do estado democrático ao país, pela Anistia Ampla Geral e Irrestrita e pelas eleições diretas para Presidente da República, através de movimentos como a Juventude do PMDB.

As sequelas da tortura perduraram até seu falecimento em 28/03/1999, deixando esposa Marize Lippel e duas filhas menores de idade.

 

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