Francisco de Assis Soares

Nasceu aos 31 de julho de 1931, em Laguna. Filho de Custódio Soares e Geraldina Barreto. Casou com Maura Santos Soares, com quem teve 4 filhas. Servidor Público da saúde e protético, profissão aprendida com o dentista Gil Ungaretti, sua influência política.

Getulista, fundador do PTB, foi vereador de 1961 a 1966.

Preso em 1964, acusado de comunista, subversivo e dirigente do grupo dos 11, ficou desaparecido por 40 dias. Seu paradeiro foi comunicado pelo exército ao chefe do posto de saúde, onde era enfermeiro de leprosos. Mais 40 dias incomunicável. Foi transferido para Laguna ficando na cadeia local, com direito a visita.

Fundador do MDB, no estado e em Laguna, candidato a prefeito, sendo o mais votado. Não assume a prefeitura pelo sistema de legenda criado pela ditadura. Foi candidato a deputado estadual.

É então procurado por integrantes da ARENA. Vendo vários companheiros presos, mortos ou desaparecidos, a luta armada enfraquecendo, consulta seu grupo, a amiga Eliane Marinho, e se filia a ARENA. Elege-se prefeito em 1973 e faz um governo de esquerda.

Reforma urbana, 2500 terrenos para quem não tinha casa, saúde da família. Construiu as chamadas escolas isoladas, o Ginásio de Esporte, o Fórum, o Marco do Tratado de Tordesilhas, com monumento, a Praça da Anita Garibaldi e seu museu. Transforma Laguna em patrimônio histórico.

Cumpria seu compromisso, abrigando companheiros, escondendo outros e ajudando na parte financeira dos movimentos. Mudou de estratégia, mas nunca suas crenças.

Suas atividades foram descobertas e teve seu mandato cassado, em 1975. Foi processado, sendo julgado e absolvido somente após a abertura política.

“Ser um revolucionário é também tomar atitudes que não serão aceitas, serão mal compreendidas, é sofrer em silêncio o escárnio. No entanto, o tempo é senhor da verdade e a história, esta não nos faltará, esta nos colocará no nosso verdadeiro lugar”. Assis Soares

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