Rômulo Coutinho de Azevedo

Nascido sob o signo de touro, dia 07 de maio de 1949, Rômulo trazia uma marca de nascença: um sinal entre os olhos que lhe conferiam charme, leveza e um olhar crítico e justo de encarar a vida. Alguns afirmavam que era o “terceiro olho, o sexto chakra, que situa-se no ponto entre as sobrancelhas”.

Filho de Ury Coutinho de Azevedo e Maria Zenir Pires de Azevedo. Seu pai foi preso político no golpe de 1964 e na Operação Barriga Verde, em 1975.

Começou a militância no movimento estudantil secundarista, no Instituto Estadual de Educação. Participou de todos os eventos no memorável ano de 1968, já como militante de Ação Popular.

Era um rapaz alegre, otimista, confiante na vida e no futuro.

Em 05 de dezembro de 1968, durante a visita do ditador Costa e Silva, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de SC sequestrou vários estudantes, mantendo-os presos na cadeia pública de Biguaçu, sem ordem judicial, sem interrogatório formal, nem registro de impressões digitais.

Formou-se médico, em 1973, pela Faculdade de Medicina da UFSC.

Presidente da Sociedade Brasileira de Acupuntura, foi pioneiro da prática em Santa Catarina.

Suas maiores paixões foram a medicina, a política e as aulas de história que ministrou no Barriga Verde ou no CEPU, onde deixou saudades de suas aulas embaixo da Figueira e no Cine Ritz.

Faleceu no acidente da Transbrasil em Ratones, Florianópolis, deixando um vazio enorme em todos que o conheciam.

 

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