Relatório de 2015

 

 

 

 RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DO COLETIVO CATARINENSE MEMÓRIA, VERDADE, JUSTIÇA NO ANO DE 2015

  1. Quem somos:

O Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça é grupo formado por ex-presos políticos, familiares de mortos e desaparecidos políticos, representantes de sindicatos, estudantes, outros movimentos sociais e defensores de direitos humanos. O Coletivo não é vinculado a nenhum partido político, religião ou órgão governamental.

Trabalha

  1. A formação da memória, luta pelo estabelecimento da verdade histórica e pelo reconhecimento público das arbitrariedades e crimes cometidos durante a ditadura.
  2. Pela memória e respeito a todos os presos, banidos, torturados, exilados e sobreviventes da ditadura civil/militar.
  3. Pelo cumprimento das recomendações da Comissão Nacional da Verdade.
  1. Coordenadores:

Marize Lippel de fevereiro a junho e Sílvia Agostini de julho a dezembro.

  1. Finanças:

O Coletivo se mantém com a contribuição dos militantes. R$50 ,00 anuais ou esporádicas quando necessários.

  1. Contatos:

email: coletivosc@gmail.com

www.facebook.com/Memoriaverdadeejustica

Blog: coletivomemoriaverdadejusticasc.wordpress.com

Grupo virtual para compartilhamento de notícias

Memória, Verdade e Justiça – SANTA CATARINA

m-v-j-sc@googlegroups.com

Reuniões quinzenais as segundas-feiras, 17h30 na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa de Santa Catarina

  1. Confecção de materiais de apoio e divulgação:
  1. Folder do Coletivo com as recomendações da CNV, que é distribuído nas escolas, atividades afins, etc.;
  2. Biografias de 8 mortos pela ditadura que também são distribuídas em escolas e atividades;
  3. Lista atualizada dos presos e desaparecidos políticos de Santa Catarina;
  4. Pesquisa sobre o desaparecimento de Paulo Stuart Wright, determinando quem o prendeu, quem matou e quem escondeu o corpo;
  5. Lista M V J – com integrantes que recebem notícias sobre a ditadura e atividades relacionadas.
  1. Atendimentos:
  1. A família de Amilton Alexandre (Mosquito), quanto o processo de reparação na Comissão de Anistia. O processo foi feito e contatos com a Comissão levaram a sua aprovação.
  2. As solicitações do Ministério Público Estadual sobre casos de ex-presos políticos.
  3. O Coletivo fez contatos insistentes com a Casa Civil para digitalização dos documentos que fazem parte do relatório final da Comissão Estadual da Verdade.
  4. As solicitações do Ministério Público Federal de Criciúma, de Florianópolis e de São Paulo para as denúncias de tortura contra Derlei Catarina De Luca de 1969 e o assassinato de Frederico Eduardo Mayr, em 1972.
  5. A imprensa, colaborando com informações para reportagens, como a de Lucio Lambrano sobre a Anistia para Notícias do Dia e para TV Record.
  6. Alunos de História que pesquisam sobre tortura, outros sobre clandestinidade, atendidos por Derlei Catarina de Luca.
  7. Alunos do ensino médio de Balneário Camboriú enviaram questionário sobre o período da ditadura que foi respondido por Derlei Catarina De Luca.
  1. Parcerias:

O Coletivo tem parcerias no desenvolvimento de suas atividades com a Comissão de Direitos Humanos da ALESC, Conselho Regional de Psicologia, Clínica do Testemunho de SC, Instituto Arco Íris, UNISUL Tubarão e UNESC.

  1. Participação em outros movimentos:

O Coletivo participa do Comitê Catarinense de Combate a Tortura, do Grupo de Apoio aos Imigrantes de SC e da Frente Brasil Popular.

  1. Acompanhamentos:

Comissão Municipal da Verdade da Câmara de Vereadores de Florianópolis

Comissão da Verdade da UFSC

Comissão da Verdade da OAB.

  1. Calendário das atividades durante o ano de 2015:

MARÇO:

  1. Participação do Coletivo no ato do dia 13 de março em defesa da Democracia.
  1. No dia 21, Silvia Agostini, representando o Coletivo, deu uma entrevista para a Rádio Campeche sobre o Dia Estadual do Direito à Verdade e à Memória.
  1. Entrevista de Derlei Catarina De Luca para o Jornal Notícias do Dia do dia 30 de março.

ABRIL:

  1. Por iniciativa do Coletivo, através de projeto de lei de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT), foi aprovada a Lei nº 16.549, de 23 de dezembro de 2014, que institui o Dia Estadual do Direito à Verdade e à Memória, no Estado de Santa Catarina no dia 1º de abril.

Para marcar a data, foi realizada 1ª Mostra de Cinema Marcas da Memória numa parceria entre o Coletivo e a UNISUL/Tubarão, nos dias 6 a 10 de abril. A abertura do evento ficou a cargo de João Vicente Goulart (filho do presidente João Goulart), que apresentou o filme Jango e falou sobre os 50 anos do golpe.

  1. Nos dias 10 e 11 de abril, o Coletivo, representado por Lúcia Haygert, participou do Seminário da Clinicas do Testemunho no auditório da Biblioteca Central da UFCS.

MAIO:

  1. Foi aprovado o regimento do COLETIVO que deve ser observado por todos os integrantes.
  1. Participação no Conversas Públicas sobre a Clínica do Testemunho, no auditório da Biblioteca Central da UFSC, no dia 28 de maio. Cerca de 70 pessoas assistiram as palestras, tendo Derlei Catarina De Luca falado em nome do Coletivo.

JUNHO:

  1. No dia 2, lançamento do livro do companheiro de Coletivo: Gert Schinke “O Golpe da Reforma Agrária”, no auditório do CFH/UFSC, com palestra de João Vicente Goulart. Evento em parceria com a Escola do Legislativo, Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC, Comissão de Direitos Humanos da ALESC e Editora Insular.
  1. Nos dias 11 e 12 de junho, o Coletivo, representado por Derlei Catarina De Luca e Rosangela de Souza, reuniu-se na Câmara Municipal de São Paulo, a convite do Sindicato dos Químicos e da Prefeitura de SP para tratar dos encaminhamentos das denúncias contra as empresas que colaboraram com a ditadura.
  1. Em 24 de junho, o Coletivo participou da Audiência Pública sobre Imigrantes e Refugiados, chamada pela Comissão de Direitos Humanos da ALESC.

JULHO:

  1. Por iniciativa do Coletivo Memória, Verdade, Justiça, através de projeto de lei de autoria da então deputada estadual Ângela Albino (PC do B) aprovado pela ALESC, a rodovia entre Penha e Piçarras passou a chamar-se PAULO STUART WRIGHT. Enfim, a placa com o nome do homenageado foi coloca pelo DEINFRA na Rodovia durante o mês de julho.
  1. No dia 20 de julho, o Coletivo chamou uma reunião com o movimento sindical catarinense na Câmara de Vereadores, para tratar do encaminhamento das denúncias contra as empresas que colaboraram com a ditadura.
  1. Em 23 desse mês, o Coletivo, representado por Lúcia Haygert, esteve no ato convocado pelo Coletivo Carlos de Ré do RS para a assinatura de apoio a Carta Pública para a criação do Centro de Memória Ico Lisboa. O Coletivo apresentou durante o ato a Moção aprovada pela ALESC, de autoria do Dep. Dirceu Drech (PT), Presidente da Comissão de Direitos Humanos.
  1. O Coletivo, representado por Derlei Catarina De Luca, reuniu-se com representantes de movimentos sociais da região e da UNESC, para tratar da restauração do Monumento à Anistia de Criciúma.

AGOSTO:

  1. No dia 3, o Coletivo, representado por Antônio Marcos, esteve reunido com a direção do SINTE, para pedir apoio a fim de identificar as escolas que possuem nome dos apontados pela CNV.
  1. No dia 4, o Coletivo, representado por Derlei Catarina De Luca e Lúcia Haygert, esteve em Joinville numa reunião com representantes do Sindicato dos Metalúrgico e do Centro de Direitos Humanos dessa cidade para tratar do relatório do Grupo dos Trabalhadores da CNV, que apontou a Tupy como uma das empresas que colaborou com os militares.
  1. No dia 7, em parceira com o Instituto Arco Íris, o Coletivo exibiu filme sobre o período da ditadura, seguido de um debate com Derlei Catarina De Luca.
  1. No dia 26, o Coletivo juntamente com a Comissão de Direitos Humanos realizou evento no saguão da ALESC, para marcar os 36 anos da Lei da Anistia. Com a presença de autoridades, familiares de ex-perseguidospolíticos, militantes pela democracia e estudantes, foi exibido o curta catarinense “O segredo da família Urso”. “A diretora do filme, Cíntia Domit Bittar, fez uma breve fala.

Após, Dra. Ivete Caribé apresentou os resultados das Comissões da Verdade e apontou os desafios que ainda nos restam superar.

O Coletivo, por sua coordenadora Silvia Agostini, conclamou a todos a uma verdadeira interpretação da Lei da Anistia que responsabilize os apontados pela CNV, como medida de Justiça e continuação das buscas dos corpos ainda não devolvidos as suas respectivas famílias como medida de Verdade.Conclamou ainda a participação de todos na preservação da Memória.

O Deputado Dirceu Drech (PT), presidente da CDH, fez a entrega dos relatórios da CEV para as autoridades presentes.

Palestra de Derlei Catarina de Luca para os estudantes e professores do curso de Arquitetura da UFSC sobre a ditadura, clandestinidade e torturas.

No dia 27, no auditório do Fórum do Norte da Ilha, exibição do documentário “Damas da Liberdade”, que relata a história da luta pela Anistia no Brasil nos anos de 1970 através de narrativas de mulheres do Movimento Feminino pela Anistia e do Comitê Brasileiro pela Anistia.

Após, comentários das professoras Clarissa Dri, do Departamento de Economia e Relações Internacionais, Letícia Albuquerque, do Departamento de Direito, Olívia Rangel, ex-professora da PUC-SP e autora da tese “Esperança equilibrista. Resistência feminina à ditadura militar no Brasil (1964-1985)” e a Sra. Derlei Catarina De Luca, um dos principais símbolos catarinenses da resistência à ditadura e fundadora do Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça.

SETEMBRO:

1. O Coletivo teve uma reunião com a Secretária Estadual de Assistência, deputada Ângela Albino, no dia 16, para tratar dos seguintes assuntos: digitalizar os documentos recolhidos e divulgar os mesmos através da internet; implementar as 29 recomendações da Comissão Nacional da Verdade; cópias do relatório a ser entregue ao Ministério Público, Arquivo Nacional, Arquivo Estadual e Universidades.

2. No dia 25, o Coletivo, representado por Derlei Catarina De Luca e Lúcia Haygert, participou no Foro de Participação Social do IPPDH do Mercosul em Brasília, na Consulta Pública sobre Memória, Verdade e Justiça.

OUTUBRO

  1. No dia 5, palestra de Derlei Catarina De Luca em Jaguaruna para três turmas do EJA (100 alunos adultos), com distribuição do folder e discussão das resoluções da CNV.
  1. Depoimento de Derlei Catarina De Luca no programa “Catarinenses como Você” do canal de televisão SBT/Florianópolis.
  1. Contatos feitos por Lúcia Haygert com as prefeituras de Penha e Piçarras para tratar sobre a inclusão da biografia de Paulo Stuart Wright, que dá nome a rodovia que liga as duas cidades, no currículo das escolas destes municípios.

NOVEMBRO:

  1. No dia 9, o Coletivo exibiu o filme PSW – Uma Crônica Subversiva, de 1987, sore a militância de Paulo Stuart Wright, estrelado por Antônio Fagundes e Maria Padilha, na sala das comissões da ALESC.
  1. Na sexta-feira, 13, O Coletivo, representado por Derlei Catarina De Luca, reuniu-se com professores de História e Geografia no Colégio Madre Teresa Michel onde estudou o desaparecido político João Batista Rita. Houve entrega de material, inclusive a biografia do ex-estudante.
  1. No dia 27, o Coletivo, representado por sua Coordenadora Silva Agostini, acompanhada de Rosângela de Souza (Lelê), Raquel Guisoni e Marize Lippel, bem como de Marilena Deschamps da Clínica do Testemunho, esteve reunido com o Secretário de Educação do Estado de SC, para tratar das escolas estaduais que possuem nome dos apontados pela CNV como responsáveis pelas violações aos direitos humanos durante a ditadura. O Secretário ficou de criar uma comissão para levantar quais escolas, formada por duas professoras de sua indicação e representantes do Coletivo.
  1. O Coletivo, através de Raquel Guisoni, foi entrevistado por uma aluna do Colégio Getúlio Vargas do bairro Saco dos Limões, sobre o período da ditadura.
  1. Ainda neste mês, O Coletivo, representado por Derlei Catarina De Luca, participou de atividade do Memorial da Resistência onde foram entregues os CDs “Cantos da Resistência”, na cidade de São Paulo.

DEZEMBRO:

  1. No dia 3, a Assembleia Legislativa, em audiência pública de autoria do Deputado Valduga (PC do B), homenageou entidades e pessoas que lutaram pela democracia em nosso Estado e País. O Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça esteve entre as entidades homenageadas, tendo recebido uma placa comemorativa. Entre as pessoas homenageadas estavam duas militantes do Coletivo: Derlei Catarina De Luca e Rosangela de Souza (Lelê).

2. Em comemoração à data de promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Coletivo em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da ALESC, como em todos os anos, homenageou 10 militantes pela democracia já falecidos com uma placa entregue aos familiares, no dia 9.

3. Ainda no dia 9, o Coletivo acompanhou e apoiou a jornalista Vanessa Gonçalves e o ex-preso político Ivan Seixas na audiência do processo movido pelo Coronel Jorge Zuchowski, apontado no livro como sendo um agente infiltrado, que levou à prisão do militante Eduardo Leite, conhecido na resistência à ditadura pelo apelido de Bacuri.

4. No dia 16, participação do Coletivo na Mobilização Nacional a favor da Democracia, com banner “Golpe Nunca Mais”.

5. O Coletivo cobrou da empresa ALICE, responsável pelo Monumento Pessoas Imprescindíveis – Paulo Stuart Wright, reparação, uma vez que a obra se encontra muito avariada.O responsável respondeu que será trocado por um novo e pediu ajuda nos trâmites burocráticos junto a Prefeitura de Florianópolis. A Coordenadora do Coletivo, Sílvia Agostini, entrou em contato com o IPUF, através da Sra. Tânia, órgão responsável, que solicitou documentos da empresa ALICE. O Coletivo continua cobrando providências.

11. Apoios do Coletivo na cultura da memória:

1. Filmes catarinenses:

 – Marcos Cardoso – IFSC – Ana Paula Luckman

– O Segredo da Família Urso – Cintia Domit Bittar

– Ditadura Militar em SC – Tatiana Kinochita

– Paulo Companheiro João – Yur Gomes

– Derlei – Uma outra memória Veneta – Província de Veneza

– Ditadura Reservada – Fabrício Porto e Maikon Duarte

Filme sobre HIGINO JOÃO PIO – prefeito de Balneário Camboriú, de iniciativa de um grupo de jornalistas de Camboriú com apoio do Coletivo através de material coletado por Derlei Catarina De Luca, ainda em fase de produção.

Além desses que foram realizados no Estado, temos os filmes que versam sobre catarinenses:

– PSW – estrelado por Antônio Fagundes

– Vala Comum – contando a identificação de Frederico Eduardo Mayr

  1. Livros:

– Catarinenses Assassinados pela ditadura – Luís Fernando Assunção

– As lembranças não morrem – Louise Benassi

– No Corpo e na Alma – Derlei Catarina De Luca

– Os quatro cantos do Sol – Celso Martins

– Meu querido Paulo – Marlene Soccas

– O Coronel tem um segredo – Delora Wright

– Notas de um desaparecido – organizado por Regina Maura Soares

– O Golpe da Reforma Agrária – Gert Schinke

  1. Trabalhos Acadêmicos:

– Teses de Mestrado e Doutorado

01 Aurea da Silva Santos Pedagogia do silêncio UFSC
02 Barbara Rauen Ditadura na região de Tubarão UNISUL
03 Carlos Eduardo Mocelin PSW – Uma história de luta Estácio de Sá
04 Caroline Jacques Cubas As religiosas UFSC
05 Clarice Bianchezzi D. Afonso Niehues UFSC
06 Dani Tega Livro no Corpo e na alma UNICAMP/ FAPESP
07 Danielle Tega – Doutorado Mulheres/memórias UNICAMP
08 Debora Ataide Reis Militância Derlei UFBA
09 Heloisa Nunes dos Santos Mulheres militantes UFSC
10 Isadora RitterbuschLibrenza Lutas femininas UFRS
11 JosielyKoerich Maternidade: Derlei e Raquel UFSC
12 Marcos Espíndola Repressão na região de Itajai UNIVALI
13 Marise Verissimo Três Mulheres UFSC
14 Musa Santos/Eloisa Rosalen Clandestinidade UFSC
15 Sergio LuisSchlatter Jr Ação Popular em SC UFSC
16 Tania Giusti Repressão na Região Carbonífera UNESC
17 Louise Benassi As lembranças não morrem UNIVALE
18 Musa Santos e Eloisa Rosalen Relações de Gênero na Clandestinidade UNICEN-TRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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